POR MEU PAI
Era um pintor de cenas perturbadas, amava aquilo mais que tudo, e hoje a dor que me consome, a ferida onde vivo, é essa: não ter dito a ele coisas simples assim, Pai, gosto das suas telas, Pai, me explica essa, Pai, te amo, pai. Nunca deixou minha mãe nos convencer de que o melhor mesmo era mudar pra São Paulo. “Em São Paulo o dia é cinza e a noite é marrom. Não quero isso para meus filhos.” Sei que estou perto. Sei que falta pouco.
About this entry
Você está lendo “POR MEU PAI,” uma entrada em Amaríssimo
- Published:
- 19/setembro / 7:57 pm
- Categoria:
- Uncategorized
- Tags: